Sideways

Junho 28, 2009

Com a chegada da estação mais fria do ano, o que não faltam são opções para aproveitar o frio nos lugares mais descolados da cidade. Enquanto no verão a pedida é um chopp bem gelado, no inverno bebidas que esquentam como os destilados viram a vedete da estação e são os mais pedidos pelos cariocas que buscam outras alternativas. Lugares fechados, com aquecedor e até lareira viram a opção de lazer dos cariocas que trocam a praia por ambientes aconchegantes. Para fugir do frio a pedida do momento são as reuniões em casa, ou na casa dos amigos. Com a certeza de boa companhia e boas conversas, as opções gastronômicas bem escolhidas virão o quente da estação. Sugestões como: fondue, caldos e sopas são uma boa pedida para aquecer.
E para acompanhar um bom vinho. Outra dica para animar ainda mais essas reuniões é assistir um bom filme. O filme Sideways, do diretor Alexander Payne, de 2004, é uma ótima dica para quem aprecia um bom vinho ou quer entender um pouco mais a respeito. Ele aborda diferenças entre beber e degustar essa bebida extraordinária. A película utiliza como pano de fundo, e de forma interessante, a beleza da produção de vinhos, desde a plantação até seu armazenamento em diferentes recipientes. O filme faz ainda um passeio pelas sutilezas e necessidades de cada tipo de uva, como a Pinot, que requer cuidados especiais por sua dificuldade de manuseio. Seu amadurecimento rápido precisa de atenção na colheita em função de sua casca fina e também por não crescer em qualquer ambiente. O longa conta a viagem de dois amigos pelo o norte da Califórnia, onde eles visitam as vinícolas da região, além de mostrar as aflições e conflitos de cada personagem. E eles encaram esta aventura de diferentes maneiras, no caso de Miles que sofre pela sua recente separação, busca distrair-se na companhia de seu amigo, degustando bons vinhos e boa comida, se fechando para novas relações, pois ainda sente-se apaixonado por sua ex-mulher. E Jack, que vai se casar em poucos dias procura aproveitar seus últimos momentos de solteiro e acaba fazendo promessas inconseqüentes.
A história mescla os conhecimentos de Miles a respeito dos vinhos e o seu próprio desconhecimento de seus sentimentos, sua constante depressão com relação as suas escolhas e a dificuldade de se relacionar com os outros. Mas as situações modificam suas atitudes, Miles finalmente se conforma com o fim de seu casamento e se permite envolver com outra pessoa, deixando seu pessimismo de lado e Jack percebe que sua maneira inconseqüente arriscou sua relação e não poderia viver sem sua noiva. Há uma comparação sutil do amadurecimento do vinho, com a de Miles e Jack. É o tipo de filme que diverte com as situações constrangedoras dos personagens, mas também levantam questões a respeito do ser humano, além de agregar conhecimento a respeito de uma bebida tão deliciosa.

Daniele Souza

Ontem fui ao teatro, um programa que preciso tornar mais comum em minha vida. Fui assistir “A Mulher que Escreveu a Bíblia”, de Moacyr Scliar , com Inês Viana que sozinha surpreende com o domínio do texto e das suas expressões que transbordam o espetáculo de momentos ótimos. Outro que me surpreendeu foi o Guilherme Piva que dirige esta obra prima com requinte e simplicidade , o que torna o maravilhoso texto o personagem principal. A história é de uma mulher de hoje que descobre que no século X antes de Cristo foi uma das setecentas esposas do rei Salomão, porém a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Com muita malícia e irreverência o texto é leve e criativo e mistura bem o sagrado e profano, história e ficção e religião e sexo. É diversão garantida. Não deixem de conferir esta dica! Teatro Clara Nunes – Shopping da Gávea As terças e quartas às 21:00 horas.

Na saída do teatro, fui com Pádma, minha companheira desta noite, ao Guimas ali da Gávea. Uma festa, como sempre. De cara encontrei a Bel Kutner num grupinho que reunia a outra Bel, a Agusta da Nespresso e a Chef Lelena Cesar que não via a muito tempo. Adorei poder falar do espetáculo, justamente com Bel, amiga de infância de Gui. Bravo Guilherme!!!!

Sentei numa mesinha do lado de fora e no meio de lápis de cera e inscrições bíblicas pedi ao garçon uma porção mista de pastéis de brie e de camarão com catupiry. Uau, chegaram perfeitos e sairam aos nossos suspiros. Não precisamos de mais de nada, foi uma terça-feira digna de figurar o segundo texto do meu blog.